Entre a Fé e a Tentação – Depilação Vaginal (Parte 2)
Irmã Neide enfrenta seu passado na Boate Mama Mia Ahola para cumprir uma missão divina e recuperar os iPads da Igreja
Estamos de volta com nossa “Novela Gospel” Entre a Fé e a Tentação. Se você não lembra ou não leu o primeiro capítulo dessa magnífica crônica gospel, clique aqui para refrescar sua mente abençoada. Agora, se a memória está afiada como espada de dois gumes e você já lembra de tudo, então se joga em Cristo, porque vem muito mais emoção por aí. E esse, com trilha sonora! Aleluia!

Fiquei vagando pelas ruas de Osasco com o tênis de mola pendurado na mão, remoendo cada palavra daquela Crente Misteriosa. O que ela quis dizer com “virar oca novamente”? E o tal grande amor da minha vida… seria mesmo o homem que saqueou todos os iPhones ungidos da congregação? Ah, varão, que história absurda era aquela! Era como tentar entender o livro de Ezequiel depois de um jejum prolongado: nada fazia sentido.
Quando cheguei na minha humilde e ungida residência, mal tive tempo de glorificar em paz. Assim que entrei, levei um susto que me fez gritar:
“O Sangue de Jesus tem poder!”
(aperte o Play para uma imersão gospel)
Lá estavam sentados o Pastor Reginaldo, minha filha Rayanne Kellyane com uma mala e a abençoada irmã Cleide ao lado dela.
– O que está acontecendo aqui? – Perguntei, tentando parecer inocente, mas já jogando o cabelo para o lado com aquele toque dramático de novela bíblica da Record.
A irmã Cleide, com seu olhar de piedade gospel, levantou e me abraçou como quem está expulsando um demônio.
– Tudo ficará bem, irmã! Eu cuidarei de Rayanne Kellyane enquanto você estiver fora…
– Como assim, irmã Cleide? Ficar fora? Você cheirou ânus, varoa?
Foi então que o Pastor Reginaldo levantou com aquela calma de quem está com a mente guardada em Cristo, mas já segurando a Bíblia como se fosse desferir uma pregação direta no lombo:
– Pode ir, irmã Cleide, eu explicarei tudo para a irmã Neide.
Rayanne Kellyane me deu aquele abraço choroso e saiu com a irmã Cleide. E eu? Eu estava CHOCADA. Minha sala ungida, que normalmente era um templo de paz e louvor, agora parecia palco de alguma revelação bombástica.
– Me explica o que está acontecendo, Pastor Reginaldo! Não estou entendendo nada! ESTOU SURTANDO EM CRISTO! – gritei, jogando o cabelo para o lado direito e depois para o esquerdo. Três vezes, porque o número é santo.
– Irmã Neide, sabemos que você é a principal culpada pelo roubo dos iPhones ungidos. Se você tivesse cuidado melhor deles, ainda estariam na congregação! Como eu já disse, sua missão é recuperá-los.
– Tá bom, Pastor, já entendi minha missão. Só não entendo porque tirou minha filha de casa e está aqui, tarde da noite, falando isso pra mim.
E então ele deixou cair a bomba:
– O irmão Ricardo, que faz plantão evangelístico na frente da Boate Mama Mia Ahola, contou que viu um carregamento suspeito de caixas com símbolo de maçãs sendo descarregado lá.

Eu pisquei algumas vezes, tentando assimilar o plot twist. Era como se o livro de Apocalipse estivesse se desenrolando na minha sala.
– Ah, então já sabemos onde estão os iPhones ungidos. Vou resolver essa pendenga agora mesmo!
Mas o Pastor Reginaldo, com aquele tom pastoral que só quem prega três cultos por domingo sabe fazer, levantou o braço e me impediu:
– Você não vai a lugar nenhum desse jeito! Esqueceu que os mundanos não nos aceitam em seus antros? Ainda mais na Mama Mia, onde tentamos evangelizar a Samanta quando ela fazia programas lá. O resultado foi um derrame e ódio eterno. Não dá pra você entrar lá vestida de ungida. Tenho medo do que farão com você.
Eu, já impaciente e confusa, repliquei:
– Então o que o senhor quer que eu faça? Não estou entendendo, Pastor. Só Jesus na causa!
Foi aí que ele soltou a frase mais impactante da noite:
– Você vai virar oca novamente.
Fiquei paralisada. Era como ouvir que Gólgota seria transferida para Osasco.
– Como assim, Pastor? Tá de brincadeira com o evangelho?
– Não estou, irmã Neide. Essa é a única forma. Você vai se infiltrar na Mama Mia Ahola, dizer que se desiludiu com a igreja, que voltou à sua vida antiga. Solte aquelas mentiras que os mundanos adoram: que a congregação só queria seu dinheiro, que o Pastor queria algo mais… íntimo. Você sabe o roteiro.
Eu tentei argumentar, mas ele foi firme:
– Não há outra forma. O Senhor revelou que deve ser assim. Compre roupas de funkeira, capriche na maquiagem, vá se depilar… e volte a ser oca!
Eu tremi. Não de medo, mas de indignação. Mas, no fundo, sabia que aquele era o tipo de prova que só os servos ungidos e escolhidos pelo fogo do Espírito poderiam enfrentar.
Sentei no sofá como se estivesse congelada no final de um capítulo da novela da emissoura satânica Globo, “Avenida Brasil”. Aquilo era demais para a minha cabecinha ungida, já carregada de unções e revelações. Era como se o Senhor tivesse apertado o “modo deserto” na minha vida, e eu tivesse que caminhar pelos vales sombrios do passado.
– As únicas pessoas que saberão disso serão eu, irmã Cleide e o irmão Ricardo. Ele ficará de guarda para te proteger, caso algo dê errado. Será o teu guarda-costas, tua muralha espiritual! Para o restante dos irmãos da Igreja, diremos que você estará viajando em uma missão missionária evangelizadora.
Tentei argumentar, mas o choque falou mais alto:
– Mas Pastor, eu terei que dar a minha vagina? Chupar o pênis de todos os homens como antigamente?!
A resposta dele foi um golpe direto no coração gospel:
– Só se for necessário! Espero que não seja. Espero que apenas se vestir de piranha baste. E lembre-se: é essencial que ninguém da Igreja te veja nesses dias!

Foi aí que a decepção espiritual começou. Me atirei ao chão em prantos, rolando como quem busca a renovação pelo Espírito:
– Não posso fazer isso, não posso fazer isso!
Mas o Pastor, com sua voz de profeta que não aceita recusa, rebateu:
– Irmã Neide, isso é para o bem de todos! Precisamos recuperar os iPhones ungidos. O irmão Ricardo virá te buscar amanhã à noite. Ele cuidará para que ninguém da congregação te veja. Quando você voltar, conversaremos…
E com essa sentença final, ele virou as costas e saiu, deixando minha sala em um clima de silêncio apocalíptico.
Aquela noite foi um divisor de águas. A profecia da Crente Misteriosa estava se cumprindo! Primeiro, suas palavras enigmáticas. Agora, a necessidade de me transformar novamente na oca que eu um dia fui. Isso só podia significar uma coisa: meu grande amor estava próximo!
Foi esse pensamento que me deu forças em um momento tão trágico. Peguei uma pá e fui para o fundo do quintal. Lá estava enterrado meu baú da oquidão, onde escondi as relíquias de um passado que deveria ter ficado sepultado para sempre. Cada pá de terra que eu removia era como uma oração inversa, cavando o retorno de uma parte minha que estava morta e enterrada.
Quando finalmente alcancei o baú, um arrepio percorreu meu corpo. Era como se eu estivesse desenterrando um cadáver. Era meu passado ali, nu e cru, pronto para ser ressuscitado.
Ao abrir o baú, minhas lágrimas escorreram. Lá estavam todas as lembranças da antiga Neide:
- As calcinhas fio dental e as lingeries provocantes da Demillus, tão ousadas que faziam qualquer saia longa parecer vestimenta de mártir.
- Os vibradores satânicos, que um dia considerei como ídolos ocultos, agora meras peças de museu.
- Minhas roupas de vadia, com brilhos que ofuscavam até as estrelas do céu.
- As bolinhas de tênis para pompoarismo, que eram meu talento oculto.
- Um pedaço do poste de pole dance que comprei na época em que vendi a Rayanne Kellyane (um capítulo que até hoje me faz clamar por perdão e algum dia conto pra vocês).
Era muito. Era tudo. Era o passado me olhando nos olhos.

Naquela noite, o sono não veio. Passei horas refletindo sobre o que poderia acontecer. Quem seria esse homem? Como eu o encontraria? Como convenceria alguém a colocar o tênis de mola ungido, se ele sequer sabia o significado espiritual dessa peça? As dúvidas eram tantas que precisei de um Rivotril em Cristo para finalmente fechar os olhos.
Quando o sol raiou, acordei com um aperto no coração. O primeiro passo na minha transformação estava à minha frente: eu precisava depilar minha tão querida vagina.
O disfarce tinha que ser convincente. Não havia espaço para erros. Era hora de renascer.
(trilha sonora em Cristo: clique no player para ler o próximo parágrafo)
Entrei no chuveiro cabisbaixa, como quem carrega o peso do mundo e do altar. Comecei a ensaboar minha santa Smilinguida, preparando o terreno para que a gilete escorregasse suavemente pelos meus ungidos pelos, que agora estavam prestes a cair como almas desviadas do caminho. Após deixá-la bem ensaboada, peguei a gilete e comecei o processo lentamente, com toda a solenidade de quem participa de um culto silencioso.
A cada tufinho de pelo que caía e aquela batida no azulejo, cinco lágrimas desciam pelo meu rosto ungido. ERA MUITA DOR PARA UMA CRENTE SÓ! Quando chegou a hora de remover o último tufinho de pentelhos, comecei a soluçar de tanto chorar. Me senti a Carolina Dieckmann (ou Carolina “Pênis de Homem” em inglês) raspando a cabeça naquela satânica novela Global que traumatizou as irmãs em Cristo – Laços de Família.
Ao passar a mão e perceber que não havia mais um único pelinho lá, entrei em desespero. Por um momento, quis desistir de tudo: dos iPhones roubados, do grande amor da minha vida, da profecia da Crente Misteriosa. Mas então, ouvi a voz do Senhor no meu ouvido, em inglês celestial, dizendo: “Go on, Neidy” (Vá em frente Neide, em tradução abençoada). Foi aí que levantei a cabeça e segui firme na missão, como a guerreira espiritual que sou.
Fui até o quarto, vestindo-me com a precisão de uma agente secreta do reino celestial. Coloquei uma calcinha fio dental, uma mini saia minúscula e um topzinho que mal continha meus seios fartos ungidos. Apliquei meu batom da Mary Kay, usei minha maquilagem da Avon e passei mousse no cabelo para aquele efeito cachos da perdição. Quando terminei, olhei no espelho e lá estava eu: VESTIDA COMO UMA PIRANHA! Parecia a Luiza Sonsa depois de terminar com o Whindersson Nunes.
Mas minha alma sabia a verdade. Aquilo era apenas um disfarce, um manto de detetive em Cristo. Eu estava protegida pelo Senhor e tinha a certeza de que toda essa luta teria um propósito glorioso.
Sentei no sofá com o coração disparado, aguardando a chegada do irmão Ricardo. Meu espírito estava tenso, mas focado na missão. Quando o sol se pôs e a noite trouxe consigo o silêncio inquietante da batalha, ele bateu à porta.
– Vamos, irmã Neide. Chegou a hora! Serei o seu varão protetor. Ficarei no carro estacionado perto da Boate Mama Mia Ahola durante a noite toda. Se algo der errado, me ligue e eu dou um jeito de te salvar.
Com um abraço caloroso e olhos marejados, respondi:
– Obrigada, irmão Ricardo. Você não faz ideia de como isso está sendo difícil para mim!
E com isso, a oca e a crente se fundiram em uma só, prontas para cumprir a missão mais ousada que o reino dos céus já testemunhou.

Quando o carro parou na frente da Boate Mama Mia Ahola, um calafrio percorreu meu corpo. Lá estava eu, de volta ao covil da perdição, vestida de forma tão piranhesca que dava vontade de gritar. COMO LHE DAR COM TUDO ISSO? Respirei fundo, desci do carro e caminhei com passos vacilantes até a entrada.
Ao passar pela porta, o impacto foi imediato. O silêncio tomou conta do ambiente. Muitas pessoas da minha época de oca consagrada ao mundo ainda frequentavam aquele lugar. Meus olhos congelaram, e meu corpo não sabia como reagir, até que uma voz familiar ecoou:
– Olha só quem voltou?!
Era o Nelsão, o atual dono da Mama Mia. Um homem cuja reputação era tão pecaminosa que até os demônios do Vale de Hinom temiam cruzar seu caminho.
– Sim, voltei a ser vadia! Me desiludi com a Igreja… – disse eu, tentando parecer séria e convicta.
Mas Nelsão, com aquele olhar de quem não acredita nem na conta de luz, estreitou os olhos enquanto caminhava até mim.
– Vadia? Com essa cara de medo? Tem alguma coisa muito estranha aí…
E, sem cerimônia, ele apalpou meus lindos e fartos seios, como quem inspeciona uma melancia na feira.
– Pode acreditar! Voltei a ser vadia! Olha só minha vagina depilada! – retruquei, levantando a saia e puxando a calcinha para o lado, num ato de desespero.
– Isso não significa nada. Se você realmente voltou a ser vadia, terá que provar. – disse ele, com o tom de alguém que já viu muita crente tentando entrar sorrateiramente em seus domínios.
– Provar como? – perguntei, sentindo que o fogo do parquinho espiritual estava prestes a explodir.
– Lembra da Rianna Gracyanne? Aquela que você e as loucas da Igreja tentaram exorcizar aqui? Pois é. Ela bateu a cabeça, teve traumatismo craniano e ficou paraplégica. Desde então, crente aqui é proibido. Se quiser que eu acredite em você, terá que chupar todos os homens da boate.
Meu coração parou. Olhei ao redor. Havia pelo menos 30 homens ali, todos com aquele olhar de “estamos prontos para o sacrifício”.
Engoli seco, tentando ganhar tempo:
– Ok! Vou só pegar meu batom que caiu ali. Já volto, me esperem com… er… pênis eretos, tá bom, gente?! – disse, forçando uma voz de piranha empolgada, mas totalmente apavorada por dentro.

Saí da boate completamente transtornada, os joelhos tremendo. Eu sabia que não podia fazer aquilo. Minha missão era trazer os iPads ungidos de volta para a Igreja, não perder minha alma naquele antro de luxúria!
Puxei o celular com mãos trêmulas e tentei ligar para o irmão Ricardo. Só dava caixa postal. Olhei ao redor: o carro dele não estava estacionado onde havíamos combinado. Alguma coisa muito errada estava acontecendo.
Antes que eu pudesse reagir, senti uma mão pesada puxando meu braço. Era Nelsão, agora com o olhar carregado de fúria e suspeita.
– E aí, crente do ânus quente! Vai chupar a gente ou não vai?!
Fiquei congelada, como se o tempo tivesse parado. Minha mente ficou cinza. Minha alma, em silêncio.
E AGORA, JESUS?
E agora? Irmã Neide realmente fará sexo oral em 30 homens? Conseguirá encontrar os iPhones ungidos do Pastor Reginaldo? E, o mais importante, descobrirá quem é o grande amor de sua vida?
Não perca o próximo capítulo de “Entre a Fé e a Tentação”, onde o fogo no parquinho espiritual só aumenta! Aleluia!
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