Por que se fala mais em Jesus no motel do que na igreja?
Descubra por que os motéis viraram templos de adoração mais intensos que muitos cultos evangélicos
A disputa entre luz e trevas, fogo do céu e fogo da carne, subiu um degrau e foi parar… no vocabulário. Sim, irmãos, o Armagedom agora é semântico, e o nome de Jesus, coitado, está sendo usado mais nas camas dos motéis do que nos bancos das igrejas. Tá amarrado? Não. Tá liberado e com gemido!
E se você, varão ou varoa, já soltou um “Ai, Jesus” com as pernas tremendo e não era de frio nem de unção… pois é. Hoje vamos descortinar essa verdade espiritual que anda escondida sob lençóis de cetim e travesseiros que conhecem mais a Bíblia de Gênesis à Apocalipse do que muito crente de domingo.

⛪ Igreja evangélica: lugar onde o medo fala mais alto que a fé
Você entra numa igreja dessas — dessas onde a Irmã Neide agora frequenta, com a saia arrastando no chão e a boca cheirando a óleo ungido — e o sermão parece mais um episódio de “Supernatural” dirigido por pastor endemoniado do que uma palavra de amor.
As palavras mais pronunciadas são:
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Diabo
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Capeta
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Satanás
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Coisa ruim
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Inferno
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Encosto
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Lúcifer
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Amaldiçoado
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Maldito
É tanto “sai demônio” que a gente começa a olhar pros cantos da igreja achando que vai brotar um exu do chão a qualquer momento. Só falta o Reginaldo Souza, o pastor, gritar: “Cadê o óleo, Cleide, traz a bacia de azeite que hoje o capeta cai por terra!”
E o nome de Jesus? Ah, esse aparece, sim. Mas perdido no meio do terror gospel, como figurante com uma fala só: “Jesus te ama”, antes de vir o tapa verbal da repreensão: “Você tá em pecado, irmã, essa sandália com a unha de fora é brecha!”
💋 No motel: o templo onde o Nome é exaltado em alta frequência (e volume)
Agora, varão, pega tua Bíblia, fecha ela e abre tua mente: vamos direto ao templo dos lençóis revirados. Sim, o motel — esse ambiente que a irmã Neide costumava chamar de “Vale de Sodoma”, mas que agora evita citar até pra não lembrar do passado de “pomba-gira arrependida”.
Ali, entre uma luz vermelha piscando e um espelho no teto, o nome mais pronunciado com intensidade quase pentecostal é… Jesus.
Top 7 das expressões ungidas que rolam no “culto horizontal”:
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Ai meu Deus
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Jesus
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Meu pai
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Jesus Cristo
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Senhor
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Ai, minha Nossa Senhora
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Meu Jesus amado
E nem precisa de pregador. A liturgia é espontânea, carnal e sinceramente devota. Tem grito, tem lágrima, tem língua estranha (inclusive, literalmente), e tem invocação do Nome com tanta entrega que a Rayanne Kellyane até diz: “Esse aqui é mais ungido que o Reginaldo Souza em campanha de libertação!”
Aliás, ninguém tá lendo a Bíblia, mas tem mais fé do que muito crente na vigília. Gente de joelhos, mãos levantadas, olhos fechados… se isso não é culto, o que é então?
🙏 Conclusão (sem apelo no final): o Nome está sendo mais glorificado entre os lençóis
Portanto, servo da carne e da confusão espiritual, uma reflexão:
👉 Será que não tá na hora de revisar os métodos?
Porque se até o motel tá invocando Jesus com mais frequência que a igreja da irmã Neide, talvez o problema não esteja na cama, mas no púlpito. Talvez, e eu digo só talvez, o povo tenha trocado o culto da palavra pelo culto do prazer simplesmente porque lá, pelo menos, o Nome do Senhor é exaltado com grito, suor, e sinceridade.
Glória, glória, aleluia… e cuidado com a camisinha, espiritual e física. Porque o inimigo não dorme, mas também não usa preservativo.
JESUS AGRADECE.
Mas só se for de coração contrito, ou de lombar cansada.
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