Por que alguns homens não chupam buceta? Eles mesmos explicam
Depoimentos reais, cheios de nojeira, medo, traumas e contradições — e uma boa dose de recalque mal resolvido
“Eu fazia porque ela me pedia e não sou um babaca egoísta, mas eu não gostava de fazer.”
Pronto. É isso. Um dos entrevistados já chega entregando a alma na sinceridade — e também a falta de habilidade na arte do prazer oral. E sim, estamos falando de homens héteros que torcem o nariz pra um cu-ni-lín-gua.
Numa matéria escrita pela jornalista Marina Schnoor para o site Vice Channels, foi levantada uma questão que parece ter saído diretamente do grupo de WhatsApp dos primatas emocionais:
Por que, caralhos, tantos homens ainda têm orgulho em dizer que não chupam buceta?
A proposta era simples: achar alguns corajosos (ou sem noção mesmo) dispostos a abrir o coração — ou pelo menos a boca — sobre esse comportamento. Só que, surpresa nenhuma, ninguém quis dar a cara a tapa no começo. Nada de relatos emocionados, nada de “olha, não curto por causa disso ou daquilo”. Em vez disso, o que apareceu foi uma leva de macho alfa versão fanfarrão, mandando e-mails como se estivessem num campeonato de lambida olímpica.
“Se eu fosse o Popeye, buceta seria o espinafre.”
A sutileza é de dar inveja a um trator desgovernado.
Diante do fracasso inicial em colher depoimentos minimamente honestos, Marina apelou: foi ouvir os sexólogos profissionais, gente que estudou anos pra entender a bagunça emocional e fisiológica da humanidade. Só que aí… bum: matéria publicada, e desabou uma avalanche de relatos de homens prontos pra explicar tudinho. Os motivos? Vão desde o nojinho clássico até inseguranças que dariam um bom material pro divã.
O resultado? Uma coletânea de desculpas, autoengano e aquele ranço clássico do heterotope moderno. Então segura, porque agora vem o que interessa: os bastidores da preguiça oral.

George, 27 anos
“Não sou egoísta, só não boto a boca no serviço.”
George é o tipo de cara que não tomou uma decisão consciente de evitar sexo oral. Simplesmente aconteceu. Tipo quando você esquece de pagar o boleto da luz e só percebe quando tá no escuro. Ele tentou, lá no comecinho da vida sexual, com a primeira namorada, todo empolgado, mas logo bateu aquele famoso “meh”. Não curtiu. Não era a vibe. E pra ele, tudo bem.
“Não gosto muito de receber boquete, então também não espero que me façam.”
Coerente? É. Prático? Até demais. Tesudo? Nem um pouco.
George até teve uma namorada mais empolgada, dessas que entra no quarto com o espírito olímpico do boquete artístico livre, e ela foi direta:
“Ô querido, e você? Vai fazer alguma coisa com essa boca além de reclamar do Uber?”
Ele, como um não tão babaca, até tentou. Porque né, o mínimo. Mas mesmo com o sexo tinindo de bom, chupar buceta não virou parte do pacote premium do George.
“Eu fazia porque ela pedia e não sou um babaca egoísta, mas eu não gostava.”
Agora, segura essa: George também não curte receber oral. Ele mesmo confessa que, quando alguma alma generosa se abaixa pra prestar o serviço, ele tira a cabeça da mina como quem desvia de ligação de cobrança. Aí já emenda direto na penetração, porque… né, sem tempo, irmã.
E pra quem acha que isso afeta o desempenho, ele tranquiliza geral com a confiança de um engenheiro sexual do YouTube:
“Minhas mãos dão conta do recado. Sexo oral não é imperativo.”
Aparentemente, o dedo mágico do George substitui qualquer língua, qualquer técnica, qualquer Kama Sutra. As parceiras, segundo ele, sempre saem satisfeitas — mesmo sem uma lambida. Ou seja, George é o típico cara que se orgulha de “dar prazer” sem se molhar. Literalmente.
Jacob, 31 anos
“Se não for comida, bebida ou talvez sorvete, não entra na minha boca.”
Jacob vem com um argumento de respeito — e também uma bela volta olímpica no bom senso sexual. O moço afirma que tem o paladar e o olfato hiperafinados, tipo um sommelier da saliva, graças a uma infância marcada pela quimioterapia. E, segundo ele, isso transformou qualquer cheirinho mais ousado numa experiência sensorial de terror.
“Já tentei chupar mulheres antes, e foi traumático pros dois lados.”
Pra ele, porque teve um ataque de nojo. Pra parceira, porque ninguém sai ilesa depois de ouvir que sua pepeca é comparável a um produto vencido na prateleira da farmácia.
E aí vem o toque final de requinte na misofobia oral:
“Não gosto de colocar nada que não seja comida ou bebida na minha boca.”
Ah, sim. Fluído corporal entra na categoria do absolutamente proibido. Sexo oral, então? Só se for no cardápio de degustação… de outra pessoa.
Jacob garante que essa epifania aconteceu lá pelos 20 anos, provavelmente depois de um episódio de pânico olfativo entre as coxas de alguém. E, desde então, ele resolveu que é melhor pular essa parte do cardápio sexual antes que alguém vomite o couvert.
E teve ainda um caso curioso: um match no Tinder que declarou com todas as letras — e sem rodeios — “não faço boquete”.
Jacob, ao invés de entrar em colapso como 99% da ala hétero padrão, ficou aliviado.
“Foda-se! A mina era ótima, e nos divertimos sem precisar de oral.”
Dois traumas que se encontraram e se abraçaram na abstinência oral consensual. Amor moderno é isso aí, galera.
No fim das contas, Jacob mantém a linha ética do não dou, então não cobro. Nada de exigir chupada se não está disposto a devolver o favor. Se a parceira quiser se arriscar por prazer próprio, ele até topa — com a condição de estar cheiroso e avisado.
Mas a lambida de volta?
“Deixo claro desde o começo que não vai rolar.”
Honesto? Sim. Broxante? Bastante. Mas pelo menos ele não finge que vai lá e depois escapa com um “tava com dor no maxilar”.
Steven, 27 anos
“Buceta? Gosto do corpo feminino... até chegar nela.”
Steven já começa com uma honestidade que bate como um tapa com luva de pelica. Não chupa mulher por dois motivos básicos, segundo ele:
-
Não acha vagina um item atraente no catálogo.
-
O cheiro e o gosto não agradam seu paladar fino.
“Gosto muito do corpo feminino, mas a genitália em si… não curto tanto.”
Ou seja, curte o design da embalagem, mas dispensa o recheio. E ainda se pergunta como tem homem que “adora buceta” — como se fosse um enigma do universo, tipo buraco negro ou a letra da música da Pabllo Vittar.
Mas calma que melhora. Ele solta o argumento clássico dos paranoicos de plantão:
“Tenho muito medo de DSTs.”
Mesmo num relacionamento fechado, com a mesma pessoa desde 2008 (!), o medo de um herpes ninja invisível ainda assombra o coitado. Por via das dúvidas, nada de botar a cara onde ele acredita que o caos microscópico pode morar.
E aí, como o destino gosta de fazer parzinho perfeito, ele completa:
“Minha namorada não gosta de receber sexo oral.”
Pronto. Steven é o verdadeiro sortudo do rolê. Uma relação monogâmica, onde ninguém quer meter a boca em nada, e tá tudo certo. Uma simbiose de vontades secas.
Agora, não se engane: o homem pode até ser seletivo no que entra na boca, mas adora receber.
“Boquete é a melhor coisa.”
Só que, como ele mesmo diz, não cobra reciprocidade. Se a garota não curte fazer, tudo bem. Ele aceita numa boa, porque ser hipócrita seria pior do que… bom, do que ser Steven.
Kent, 34 anos
“Chupar buceta é como dar um beijo na privada — mas tô tentando superar.”
A história do Kent é um clássico contemporâneo de heterotope emocionalmente danificado. Tudo começou com uma garota do Hooters, que, segundo ele, era cheia de problemas. Aparentemente, isso o traumatizou tanto que o homem decidiu abandonar o sexo oral como se fosse uma droga pesada.
“Eu já não ligava tanto pra oral; preferia a penetração mesmo.”
Claro, porque meter sem lambuzar virou sinônimo de evolução sexual. Ou talvez só preguiça mesmo.
Depois que a tal garçonete o chutou, Kent desabou no álcool e, nas palavras dele, virou um “puto”.
Só que mesmo na fase promíscua, o limite era claro:
“De jeito nenhum eu ia chupar uma garota que conheci no bar.”
A explicação? A mais limpa possível (só que não): “não existe camisinha pra língua”. E como ele não anda com um plástico-filme na carteira, preferia manter a boca longe da zona de guerra.
Agora, segura essa pérola:
“Justifico minha falta de disposição em chupar buceta porque acho que isso é igual a colocar a boca numa privada.”
Sim. Privada. Porque, segundo a lógica distorcida do Kent, o simples fato de a genitália estar na parte de baixo do corpo já a transforma num objeto sanitário.
“As pessoas defecam por essa parte.”
Ele ignora completamente onde fica o ânus, mas ok. Anatomia não é pra todo mundo.
Resultado: passou quase dez anos se recusando a usar a língua pra outra coisa que não fosse pedir outra dose no bar.
Mas calma, plot twist. Os amigos, numa intervenção oral coletiva, convenceram Kent a tentar de novo. Aparentemente, todo mundo cansou do discurso do “não vou lamber privada”. E o milagre aconteceu:
“Tô saindo com essa garota faz quase um mês, e chupo a buceta dela regularmente.”
Olha ele aí, renascido na língua.
E o que fez Kent mudar de ideia?
Simples: a menina “só tem gosto de pele”.
Nada de cheiros fúnebres, nenhuma aparição do espírito da morte vindo das partes. Só um aroma aceitável, quase neutro. E com isso, ele conclui como um mártir do oral:
“A vida é uma questão de sacrifícios.”
Aplausos pro guerreiro, que agora trata sexo oral como se fosse doação de órgãos. Só falta pedir isenção no imposto de renda por “serviço prestado à humanidade”.
Andrew, 33 anos
“Ainda não sei se chupo, mas tô escrevendo sobre isso há três parágrafos, então talvez…”
Andrew é o típico homem pós-moderno perdido entre o feminismo de Twitter, o trauma escolar e a fantasia com modelo de catálogo. Começa com um “não é minha praia”, e termina quase entregando a língua com fita de cetim.
“Só penso em fazer oral quando imagino alguma modelo aleatória.”
Ou seja, só quando a buceta vem com Photoshop e iluminação de estúdio.
Mas como um bom cidadão progressista, Andrew se define como feminista — daqueles que acredita em direitos iguais e em felicidade a longo prazo, mas que, por algum motivo, ainda trata sexo oral como se fosse exame de sangue em jejum: ele pensa sobre, mas não quer fazer.
E aí, como quem se perde no próprio monólogo, ele embarca num desvio narrativo de sete parágrafos falando sobre valentões da escola, trocas de olhares em pubs e confrontos que não viraram porrada, mas que lhe deram uma ereção de autoestima. Tudo isso porque, veja bem, ele ainda tá tentando entender por que caralhos a ideia de chupar uma buceta o deixa emocionalmente abalado.
“Me incomoda que, quando penso em chupar buceta, tenho uma resposta emocional a isso.”
Andrew, com toda a carga emocional de um boy que fez um ano de boxe com o amigo do pai, percebe que talvez… só talvez… a buceta não morda. E que, assim como falar em público ou entrar numa briga de bar, talvez o medo seja só o corpo dando tilt antes de uma coisa que, no fim, nem é tudo isso.
“Levar um soco na cabeça dá um senso saudável de humildade.”
É, Andrew. E às vezes uma buceta bem chupada também.
No fundo, ele sabe que tá dando volta num assunto simples: ele nunca chupou, tem medo, se acha meio besta por isso, e tá escrevendo pra ver se se convence. Uma terapia oral via teclado.
E no fim das contas, como qualquer macho que quer se desconstruir, mas ainda treme na base, ele admite que talvez precise só se jogar no calor do momento.
Com a musa certa, o ângulo certo, o cheiro certo, o mood certo — talvez até com o público pelado imaginário na cabeça.
Porque no fundo, Andrew não odeia a ideia… ele só tá esperando a buceta certa pra perder o medo do microfone.
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